4 ago 2026
4 em cada 10 instituições permitem que o aluno leve o aparelho pessoal para as dependências escolares, e algumas até permitem o uso para fins tecnológicos. Dados são do TIC Educação 2025.
Quase dois anos após a proibição do uso de celulares nas escolas do país, 4 em cada 10 instituições permitem que o aluno leve o aparelho pessoal para as dependências escolares. O desafio para essas escolas é definir critérios para alocação dos celulares durante as atividades letivas.
Entre as escolas que garantem a permanência do aparelho nas dependências, 66% permitem o uso dos celulares pessoais para fins pedagógicos. A alternativa é ainda mais comum em escolas do Norte e do Nordeste, de áreas rurais e de pequeno porte (até 150 alunos).
O cenário já havia sido abordado em junho em uma pesquisa do Ministério da Educação, mas foi detalhado no TIC Educação 2025, divulgado nesta terça-feira (3).
O TIC Educação é realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Nesta edição, foram ouvidos por telefone 2.404 gestores de escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais.
Enquanto 51% das escolas proíbem o aluno de levar um aparelho pessoal, 24% das instituições orientam que o celular fique guardado em bolsos ou mochilas. Apenas 16% disponibilizam locais para o armazenamento do aparelho durante as aulas.
Uma em cada 10 escolas (9%) não sabem como aplicar a medida, ou não respondeu.
Escolas municipais, de anos iniciais do ensino fundamental e em áreas urbanas tendem a ser mais rígidas, não permitindo que o aluno leve o aparelho.
Em contrapartida, escolas estaduais e de ensino médio têm maior dificuldade para restringir o celular, além de serem as que mais permitem que o aparelho permaneça com o aluno, mesmo que com orientação de que ele seja guardado durante as aulas.
Conexão e recursos tecnológicos
Outro aspecto avaliado pelo levantamento é a infraestrutura tecnológica e a conexão das escolas brasileiras para a realização de atividades educacionais, o que revelou mais disparidades entre as redes.
O documento também traz a evolução da conexão de internet para uso dos alunos em salas de aula, em salas de recursos de robótica ou em pátios e áreas de recreação.
Outros destaques
Barreira familiar: Apesar de 65% das escolas realizarem atividades de educação digital, gestores apontam a baixa participação das famílias (75%) e a falta de recursos de apoio (64%) como os principais obstáculos para que os projetos saiam do papel.
Fonte: G1
Imagem: Magnific