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2 jan 2017

Educação de qualidade requer investimento em professor, diz especialista

 

O Brasil ficou à frente apenas da Argélia, Tunísia, República Dominicana e de duas ex-repúblicas da antiga Iugoslávia, Macedônia e Kosovo. As maiores dificuldades enfrentadas pelos alunos brasileiros envolvem a leitura, matemática e as ciências. Os dados apontam que mais de 70% dos estudantes não atingiram o nível 2 de ensino, numa escala que vai de 0 a 6. Isso significa que esse universo de alunos não consegue entender leituras complexas, que exijam a exposição de contextos distintos ao sobre um mesmo tema.

Para a diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Vicente, a pesquisa mostra que são necessárias profundas mudanças no sistema de ensino. No entanto, experiência já colocadas em prática podem ajudar a reverter o jogo. Acedriana aponta um dos pilares desta necessária transformação: “Precisamos investir na formação dos nossos professores. Eles precisam aprender a mapear o que os alunos já sabem para que esse extrato sirva de base para sua intervenção pedagógica, por meio de metodologias ativas que consideram as novas formas de atuação no mundo ”, afirma a especialista.

O professor é o profissional responsável pela aprendizagem e sua atuação em sala de aula é determinante. “Um bom professor deve ser capaz de fazer qualquer estudante aprender, além de potencializar o gosto pela investigação e inspirar a dúvida, combustível necessário para que a curiosidade esteja sempre presente nas salas de aula”, ressalta Acedriana.

O Programa Descoberta, inspirado no Measures of Effective Teaching – MET, da Fundação Bill & Melinda Gates e capitaneado pelo Grupo Positivo no Brasil é uma das inciativas que vem dando certo. Os professores são avaliados em plena sala de aula por outros professores e pelos próprios alunos. A iniciativa gera uma transformação profunda na relação professor-aluno e no nível de qualidade do que ocorre em sala de aula. O programa, por exemplo, mostra uma relação direta entre performance dos professores e o rendimento dos estudantes.

Se trata de uma tomada de consciência do trabalho distinto e completar de professores e estudantes. Além de uma revisão profunda na base curricular nacional para que ambos compreendam o sentido e o significado do que se pretende ensinar, mantendo a relação com cotidiano diário e horizonte para o futuro. “Certamente ainda há muito a se debater nesse campo da educação escolar, mas é certo que o ensino tradicional vai além das metodologias clássicas com exposição verbal, foco nos exercícios, na repetição e na memorização”, afirma Acedriana. 

Fonte: Segs